Não é um texto bonito é somente a fuga de um sentimento quase inexplicável.
Em juízo, ouvi alguém se impor em minha defesa e vi as expressões de revolta no rosto da conciliadora, que provavelmente deve ser mãe como eu.
A pensão acordada nunca fará diferença nas nossas vidas – provavelmente na dele sim, já que sempre perde o melhor da festa – mas eu posso garantir que a partir de hoje o cidadão vai sentir um pouquinho-quase-nada da responsabilidade de trazer um filho ao mundo, passará noites insones preocupado em não ver o sol nascer quadrado e deixará de beber algumas cervejas para economizar e prover alimentos a quem ele ajudou a trazer ao mundo.
E o ponto final destina-se a essa angústia emocional a qual me causava e ao fim da minha ansiedade e do descaso.
Começamos a partir de agora uma vida nova, com a nossa justa verdade.
Sabemos que já foi feito tudo o que era alcançável e digno, e por isso seguimos colocando um ponto - ou uma pedra – no que só maltratou...
Deixamos lá atrás um sonho definitivamente perdido e lamento com frieza a provável rejeição, amargura e arrependimento que vivenciará o cidadão daqui a alguns anos a cada frase desumana por ele pronunciada.
Toquinho para embalar a trilha sonora do novo começo:
