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18 junho, 2010

Ponto final.

Não é um texto bonito é somente a fuga de um sentimento quase inexplicável.

Em juízo, ouvi alguém se impor em minha defesa e vi as expressões de revolta no rosto da conciliadora, que provavelmente deve ser mãe como eu.

A pensão acordada nunca fará diferença nas nossas vidas – provavelmente na dele sim, já que sempre perde o melhor da festa – mas eu posso garantir que a partir de hoje o cidadão vai sentir um pouquinho-quase-nada da responsabilidade de trazer um filho ao mundo, passará noites insones preocupado em não ver o sol nascer quadrado e deixará de beber algumas cervejas para economizar e prover alimentos a quem ele ajudou a trazer ao mundo.

E o ponto final destina-se a essa angústia emocional a qual me causava e ao fim da minha ansiedade e do descaso.

Começamos a partir de agora uma vida nova, com a nossa justa verdade.

Sabemos que já foi feito tudo o que era alcançável e digno, e por isso seguimos colocando um ponto - ou uma pedra – no que só maltratou...
Deixamos lá atrás um sonho definitivamente perdido e lamento com frieza a provável rejeição, amargura e arrependimento que vivenciará o cidadão daqui a alguns anos a cada frase desumana por ele pronunciada.

Toquinho para embalar a trilha sonora do novo começo:

30 março, 2009

Sou eu que vou seguir você do primeiro rabisco até o bê-a-bá

É porque eu vivo achando que a vida é um conto de fadas...
Vivo achando que eu não vor me decepcionar com as pessoas e se for eu vou entender porque as pessoas tem o direito de não querer. Tudo mentira. Eu não entendo nada...
Hoje, parece que fui atropelada por um caminhão.
O coração está em pedaços.
Um arrependimento louco de sempre colocar os carros a frente dos bois.

Mas, ainda assim, um orgulho enorme por ter tido coragem, mesmo que não tenha dado tão certo como eu esperava.

Vai ser sempre só eu e você.

...


06 agosto, 2008

sem-título


As lágrimas escorrem sagazes pelo rosto, querendo dizer não a injustiça, ao egoísmo. E elas caminham velozes em direção ao queixo - que treme - , segurando os dentes para a danada da língua não proferir tudo o que o coração quer dizer.

E então as lágrimas são engolidas a seco, se fazendo de forte para tentar sobreviver de uma forma sensata e não tão egoísta a esse mundo que não é meu.


Qual a concepção de família que colocaram na cabeça de todo mundo, menos na minha?


Sinônimo de submissão? Dever de aceitar as regras mais absurdas? Engolir a seco as medidas mais incabíveis?


Não. Eu continuo a não concordar.

Sim. Pode ser que eu seja a ovelha negra.


E que rufem todos os tambores!