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12 junho, 2012

Um dia dos namorados diferente.

Eu ainda posso sentir um pouco das coisas que se passavam na minha cabeça e no coração quando escrevi aqui, em 12 de junho de 2008: "Não queria só jantar e fazer juras de amor. Queria um pedido de casamento! (!!!) É sério." 
Convencida de que eu tinha o melhor companheiro do mundo sem importar como, em 16 de junho afirmei, sem tristeza: "Não fui pedida em casamento. Mas eu AMEI o jantar de namorados. A luz das velas no restaurante Don Pascual, morrendo de rir e curtindo mais uma noite surpreendente."
E ainda sinto, como se fosse hoje, o mesmo arrepio e olhos úmidos como na primeira vez que ouvi "Dia Branco". Em 19 de fevereiro de 2009, eu já tinha certeza da minha escolha e mais uma vez compartilhei aqui no Pudim a minha insistente vontade de casar: "Quando eu casar, elas já estão escolhidas: Essa é para eu entrar na cerimônia com um vestido simples, só uma corzinha nas bochechas e morreeeeeeeendo de chorar".


...


Você acredita se eu escrever agora que estou MUITO emocionada ao reler essas coisas?


...


ACONTECEU!!!




...


Hoje, 12 de junho de 2012, fazem 10 dias que jurei diante dos nossos nossos amigos e familiares que eu quero passar o resto da vida tropeçando nas meias dele, jogadas no canto da cama. =)


E foi PERFEITO, mais do que sonhei, mais do que imaginei e exatamente como tinha que ser. Esse dia estava guardado pra nós dois, sem pressa. 


E quer saber mais? Eu fiz questão de um vestido simples, só uma corzinha nas bochechas e entrei ao som de Dia Branco cantando de verdade, no mais profundo do meu ser, tudo aquilo que a letra diz.


Os votos que minha madrinha-amiga esqueceu de levar, não era pra ser ditos naquele dia...


Eles eram pra ser ditos hoje. Bem assim, ao pé do ouvido.



"Você deixou claro desde o início que a vida não precisava de regras! Eu aceitei, mas não entendi...
Livre, abri as portas do meu coração e deixei minha vida ser embalada pelo seu ritmo incansável... Nesse ritmo, entendi que o amor é feito de liberdade.
E assim, sem premeditações, cada dia casamos um pouquinho.
Hoje é dia de festa! Estamos aqui oficializando o casamento que começou a quase 7 anos atrás...
O dia de hoje não vai mudar a nossa vida ou o nosso status. É a celebração do nosso amadurecimento e descoberta de que o amor é fundamental, mas não basta.
É dia de dizer, pra todas essas pessoas, que eu escolhi você!...
...porque me faz enxergar o lado bom das coisas e das pessoas e isso me faz valorizar a família e viver rodeada de muitos amigos.
... porque você usa as mesmas calças verde quartel. Comprovando que a sua essência não se perdeu.
... porque você deixa as meias jogadas no canto da cama e todas as gavetas abertas.
... porque você ri das besteiras que eu falo e respeita as minhas neuroses.
... porque me sinto livre, como se estivesse sempre na garupa da sua moto de braços abertos. Dá pra entender?
Mas principalmente, porque mesmo sendo charmosamente desajeitado, aceitou a Jujú e diz sim todos os dias para a nossa família.
Hoje consigo entender claramente tudo o que você dizia sobre as regras. Não importa papel, assinaturas, contratos...
O que importa hoje é a minha certeza... Certeza absoluta de que eu quero passar o resto da vida tropeçando nas suas meias jogadas no canto da cama."



E vai ser pra sempre... 

04 julho, 2011

Amor bom, é amor fácil.

Toda vez que eu insisti com quem não estava interessada deu errado. Toda vez que tentei escalar o muro da indiferença foi inútil. Ou descobri que do outro lado não havia nada. Na minha experiência, amor é um território em que coragem e a iniciativa são premiadas, mas empenho, persistência e determinação nunca trouxeram resultado. (Ivan Martins - editor da revista Época)

Amor bom é amor de novela. Fácil, exagerado, bonito e no final sempre termina com aquele clima de família em festa, acompanhados de seus bebês gorduchos. 
Amor assim, que se é correspondido sem precisar falar nada, sem precisar chegar junto e fazer cena, sem precisar escalar o tal muro da indiferença.
Amor onde a primeira conquista é o olhar, aquele que sem dizer nada, diz tudo. Olhar que deixa claro que você já pode acompanhar.
O amor não é nada discreto. É gigante, sem vergonha, que grita, canta, dança e comemora!
É não precisar esperar... e nunca ter que voltar ao fim da fila para assumir um novo papel.
É cúmplice, correspondido em dose dupla, sem sustos.
Definitivamente o amor não é um campo de batalha. É natural, sem guerras.

Se é que existe amor de novela é esse que quero pra mim. Amor com iniciativa, inteiro... sem que se corte os laços por medo de estragar.

Cafona ao extremo. Com direito a música, apelido, poesia e indiscrição. 

Desculpa, mas se não for assim não quero.

03 junho, 2011

Paiê.

É um dos meus maiores amores!
Tanta afinidade e exatamente iguais em caráter, gênio e simplicidade.
Meu pai é um homem de respeito. Inteligente, sensível, de gargalhada fácil, com um sorriso lindo que me faz lembrar minha vó...

Tão sensível que ainda guarda com ele o jornal amarelado que lia na sala da espera no dia que nasci e diz com os olhinhos brilhandos que ele sonhava comigo antes mesmo de eu existir.
É amor de transbordar o coração, é orgulho de encher o peito. Como posso não me emocionar escrevendo sobre ele?

Me ensinou a respeitar as pessoas, ouvir boa música, ter humildade, fazer planos, preparar o futuro... ele também me ensinou a economizar, mas essa parte eu ainda faço questão de não aprender. ;-)

Ele está do meu lado sempre. E esteve mesmo quando não fazia idéia da próxima besteira que eu ia aprontar.
E mesmo que em alguma época da vida eu tenha achado seus discursos incansáveis um pouco falido, hoje passo adiante com credibilidade e toda a certeza de que era  amor.

Me protegeu enquanto pôde. Me protege hoje, que eu sou extremamente dona do meu nariz e com idade suficiente para ser responsável pelos meus atos.
Estende o abraço e o conforto à minha filha, que infelizmente não teve a mesma sorte de ter um pai como o meu. É pai-vô em tempo integral e ama como a mesma intensidade a extensão de mim.

Hoje é dia de festa! 
Eu, ele e a nossa família vamos jantar juntos. O prato principal é o feijão com tudo dentro, que ele - também - me ensinou a gostar. Comemorar mais um ano de vida dele, com mesa cheia, arroz e feijão, gargalhadas, histórias, causos, vida! Muita vida!

04 março, 2011

Foliã.

Ela nasceu em vinte e quatro de março de dois mil. Um pouco depois do carnaval.

E eu me lembro bem quando o médico veio ouvir o coração pela última vez, de dentro da minha barriga. Comparou as suas batidas, à bateria da Mangueira a todo vapor no carnaval.

Com os meus recentes dezessete anos, foi a primeira vez que eu me senti mãe. Ali, na ante-sala de parto, eu tinha certeza absoluta que estava a poucos minutos da estréia de uma pequena extensão de mim.

Muitas dores, muito medo, nenhum juízo e uma única certeza: a escolha era minha.

Trinta e seis semanas, quase nenhuma barriga, muita dor, culpa...

Raiou a luz na sala de parto. Envergonhada pela minha nudez, num choro contido, quase sem lágrimas, estreou Anna Julia.

Pouco peso e dona de uma saúde invejável. Estranha a sensação que senti a primeira vez que a peguei no colo. Era minha! Eu não queria devolver pro berçário.

Olhava os dedinhos, as orelhas... Fiquei um tempo considerável na porta do berçário, eu e ela. Senti uma coisa única. A boneca que eu tanto brincava na infância, agora tinha criado vida!

Já se passaram onze longos anos. E eu quis muito que ela crescesse logo para não precisar mais da minha ajuda no dever de casa, para eu não ter que escolher a roupa depois do banho, para eu não ter que decidir tudo por ela. Na verdade eu queria que ela não me desse mais nenhum trabalho.

Ora, ela cresceu! Tem vida própria!

E eu ensinei muitas coisas que serviam para “se virar sozinha”. Ela insiste em não querer aprender, porque tudo o que ela mais quer é estar sempre em minha companhia.

Só que hoje, aos quase onze, ela debate, fala o que sente, escreve e é intensa, assim como eu.

E não sei se é correto repreender, fazer sermão, garantir que eu to fazendo alguma coisa e deixar se perder a leveza da minha foliã tão cheia de vida, criatividade e autenticidade.

Se ela não fosse quase do meu tamanho eu pegava pelo braço e levava para brincar de pique - esconde, andar de bicicleta, correr e gastar bastante energia. Mas hoje, depois da minha insistência para ela crescer, ela acha tudo tão chato, tão óbvio, tão sacal e uma grande “pagação de mico”.

É nessas horas que eu queria muito que a sua infância inocente voltasse com toda força, e rever pequenininha, dando os primeiros passos, sujando muitas fraldas e me fazendo acordar de mau humor todos os dias às seis da manhã.

É carnaval, e deu uma saudade absurda daquele primeiro barulho, que parecia mesmo a bateria da Mangueira estremecendo para entrar na avenida e se fazer campeã.

10 fevereiro, 2011

Sonhar é grátis.

Na análise aprendi que não tenho que esperar as coisas serem como eu sempre sonhei, mas que eu definitivamente preciso reconhecer que elas podem ser completamente diferentes do meu planejamento e ainda assim eu ser muito feliz, obrigado.
Aprendi também a refazer na minha cabeça tudo o que foi dito naquela salinha, tentar compreender cada causa, negociar comigo mesma e fico absurdamente curiosa quanto a capacidade de alguém conseguir enxergar tanto além de mim.

Por isso, depois de mais de um mês longe daquela salinha eu voltei enlouquecida. Com muitas coisas para falar e ter alguém para - pelo amor de Deus - me ouvir.

E falei sobre meus sonhos...

Com tanto talento para tal, eu posso imaginar qualquer detalhe, como se fosse real. Posso até me emocionar imaginando o final feliz das minhas neuroses.
Sonhar é gratuito, fácil, inspirador!

Me senti amordaçada quando fui interrompida por um sacode - quase igual de mãe. "Nubia, hora de colocar os pés no chão! Você não pode viver sonhando e frustada porque não aconteceu exatamente da forma como você sonhou!"
Fiquei muda. "É, tem razão."
Me deu preguiça de continuar falando que sonhar era o combustível da minha vida.
Senti angústia porque pelo menos naquele dia - ou pelo menos sobre esse assunto - eu não queria ter mais alguém para discordar. 

Me achei infantil, mimada, burra. Concordei.
Depois discordei.
Concordei, de novo, e cheguei a conclusão de que podia estar perdendo mesmo muita coisa bacana porque eu vivo de faz de conta.

Foi ouvindo "Luz dos Olhos", ao entardecer, que eu fui invadida por um sentimento inexplicável...

"E eu vou guiando 
Eu te espero, vem?
Siga onde vão meus pés
Porque eu te sigo também.
E eu te amo!
E eu berro: Vem!
Grita que você me quer
Que eu grito também!"


... que me fez mudar de opinião em um segundo.


E na próxima sessão de análise vou dizer de forma clara e taxativa que eu não quero colocar os pés no chão. A minha imaginação tem asas. Asas de borboleta.

(E ela que se vire com essa informação!)



13 junho, 2010

Cansada.

Insuportável a Anna Júlia debochando das minhas broncas, cruzando os braços na altura do peito e fechando a cara quando ouve um não. Insuportável quando ela responde sem nem pensar duas vezes, quando esbraveja e bate a porta do quarto como se eu não fosse ninguém e ela a dona do mundo.
E para ela que já sofreu bastante, que já ficou sem me ter por perto e que mesmo com tão pouca idade já morou em três casas distintas, todo esse reflexo ainda é pouco!
Eu que estou cansada de perder a razão, a força e a coragem para educar e me sinto incapaz de ser mãe, de dar todo o amor que ela cobra. Estou cansada de sair da salinha da terapia sabendo bem aonde está o erro e de onde vem o erro e ainda assim não ter a menor coragem, paciência ou instinto para mudar.
Cansada de brigar para ir pro banho, para escovar os dentes, pentear os cabelos, usar roupa limpa, arrumar o quarto, fazer o dever de casa, ser simpática, educada, amigável, gente boa... Cansada de tentar fazer dela um ser humano correto, simples, normal.
E ai ao mesmo tempo em que minha cabeça ferve de emoções descontroladas eu acho ótimo ela ter iniciativa, lutar pelo que acredita e dizer o que pensa. Acho ela super inteligente quando de alguma forma finge que chora, faz drama e me convence com a cara mais lavada de que a partir daquele momento vai ser tudo diferente, que eu posso acreditar e dizer sim ao que eu vinha dizendo não. Na pior - ou melhor - das hopóteses ela sempre me convence e eu, mãe atrapalhada que já não gosta de ter trabalho e de ouvir criança chorando do lado, grito ao mundo: Simmm, pode!  
O que não pode ser normal é essa minha mania de querer desistir, pedir ajuda e me achar sozinha sempre que começa a apertar o calo... sempre que ela cresce diante de mim e me intimida, fazendo eu me achar a criatura mais fraca do planeta.
Não sei o que ela vai se tornar. Não sei o que vai ser a partir da "educação" que eu tento dar... sei que sozinha eu não consigo mesmo, que para mim é completamente surreal ser mãe na hora do vamos ver. Digamos que eu gosto e prefiro muito mais só a parte boa e que eu viveria feliz só brincando de boneca.
Mas essa não é a minha realidade.
A realidade grita a minha frente, grita quando o furacão passa no quarto só para eu prestar atenção, grita quando escreve um bilhete depois de uma briga e coloca debaixo da porta do meu quarto e o grito não correspondido berra diarimente pedindo atenção, respeito e amor. O problema é que nem eu sei o que é isso...
Então nessa ousadia e incansável busca para ser motivo de orgulho para mim - e que é sim, mas eu não consigo demonstrar com afetos - é que ela hoje vai participar de um sarau e recitar uma de suas poesias. E aí quem grita sou eu! Grito com o peito aberto que a Anna Julia embora seja repleta de defeitos e talvez não seja nunca a filha perfeita que eu idealizo (graças a Deus!) ela no auge dos seus dez anos, já faz alguma diferença, sabe? Que eu estou cansada mesmo, mas ela sorrateiramente muda um pouco do sentimento e de alguma forma vem monstrando para a minha cabeça maluca que eu posso não ser a melhor mãe do mundo, que eu posso ser fria, rígida, chata e que talvez eu também nunca seja uma mãe perfeita (que pena!), mas o que eu consegui ensinar de melhor eu posso ver todos os dias... é o interesse pelos livros, música, conhecer pessoas, saber conversar e se comportar num ambiente desconhecido.
Talvez nós nunca saberemos o que é ser filha ou o que é ser mãe, mas buscar o que existe de melhor no íntimo de uma ou outra já aprendemos e para alguns essa pode ser a pior parte... Então respiro aliviada porque essa sintonia já alcançamos.

03 maio, 2010

Borboleta.

Desde muito cedo me virei sozinha, porque mesmo tendo pai e mãe sempre do lado eu não acreditava no que eles achavam absurdamente correto. E a partir disso acreditei nas minhas próprias teorias e quis muito ser logo dona da minha própria vida.

Mas, não diferente de muitas amigas minhas vivia aqui nesse mundinho pequeno onde não tem muito a oferecer, onde é difícil conhecer alguém que é dona do nariz, que explora outros mundos, que tem conhecimento e que vai a luta. Por conta disso, desde cedo eu já sabia que não queria só isso, que existia um mundo bem mais urbano lá fora.

Segui meu rumo, acreditando até no improvável...

Voei, voei e quebrei barreiras. Muitas vezes não tendo onde pousar na própria casa acabava invadindo e pousando na casa de alguém.

Foi em um dos meus vôos por lugares errados que surgiu a minha borboletinha... Mudou a minha vida em 360 graus. Mas logo a borboleta - o símbolo da liberdade – não poderia permanecer ali inerte, aceitando fora de casa e do amor dos pais as coisas que não acreditava.

Voei em busca de uma realidade bem longe da minha. Com a borboletinha nas costas pousei novamente na casa dos meus pais... E ali só não bastava! Eu tinha sede de conhecer novas pessoas, freqüentar outros lugares e de ver a vida do lado de fora daquela janela.

Voei. Dessa vez sozinha. Conheci a mim própria, eternizei momentos, fiz história e revi minhas amizades.

Já cansada, pousei de novo. Dessa vez o terreno parecia calmo. Nenhuma tempestade ia vir atrapalhar e fiquei segura. Foi quando alcei vôo novamente e coloquei a borboletinha nas costas, trazendo-a comigo para o lugar seguro onde nada mais pudesse atrapalhar o nosso vôo juntas.

Mas não termina assim tão fácil...

Eu ainda não aprendi a voar e a borboletinha cresce assustadoramente inteligente e aí é impossível me perdoar pelo tempo que eu voei sem ela.

26 abril, 2010

De volta.

Ele está chegando. E com ele retorna a alegria, a paz, a proteção e mais uma vez o amor renascido.
Estamos preparando a casa para recebê-lo de volta, tem painel na janela, lanche na mesa e a maior paciência do mundo para ouvir o seu assunto favorito. 
Daqui a algumas horas terei ele aqui preenchendo a casa, a cama e meu olhar.
Porque quando estamos longe é que fica absolutamente na cara e no peito a falta que faz... E eu sinto na pele o vazio que fica e a emoção que aflora.
É porque esse amor é bonito, é sincero, é forte e real. 
E dá saudade até do improvável... faltando alguém para contar do dia, para deitar no colo e repousar com paz.
Que a cada manhã seja o renascimento do nosso amor. :-)


Seja bem vindo sempre a minha vida, a nossa bonita vida!

26 março, 2010

Eu te amo.

Alguém já parou para prestar atenção na letra de Eu te amo - Chico Buarque? É umas das músicas mais bonitas que eu conheço. Uma profundidade real.
Chega uma hora em que o amor fica morno, as borboletas param de bagunçar o estômago e acabam os batuques de samba dentro do coração. Mas ainda assim dá uma dor no peito de deixar para trás uma história bonita. Mesmo que nunca mais se recupere as borboletas!
O amor continua aqui dentro. Escondido em algum canto escuro do peito, frágil e com uma vontade imensa de mudar o rumo da história... Mas não sem "ele".


Me conta como eu hei de partir?

12 março, 2010

Brando.

Casa limpa. Comida no fogão. Uniforme limpo. Cadernos encapados.
Música enquanto cozinha. Novela das oito. Banho quente.
Casa com amigos na sexta-feira. Cerveja gelada e salgadinhos.
Escritório arrumado. Tudo clean e muita disposição.
Cama gigante. Closet arrumado. Vestidos novos.
Nada pertubando.
Muita alegria e paz.
E uma tranquilidade imensa.
Seguindo a vida assim...

02 outubro, 2009

A difícil arte de educar

Dessa vez sem tantos dramas, mas a única coisa que me tem feito pensar nos primeiros 5 minutos antes de pegar no sono é na difícil arte de educar e em como eu tenho repetido os feitos dos meus pais, na minha época de criança.
A Anna Júlia já está com seus 9 anos, par de peitos, escrevendo no diário sobre a paixão pelo amigo do colégio e só procura as bonecas quando dou fim no lazer de assistir televisão e fazer ligações para amigas.
Juro que me dá certo pânico, que fico extremamente confusa e querendo fazer tudo diferente de como foi comigo. Mas, quando eu vejo já incorporei a minha mãe, nos gritos, e o meu pai, deixando bilhetes pelo quarto dela dizendo o quanto eu estou cansada.
Vivo alugando a psicóloga do colégio, querendo acertar. Querendo fazer dela uma pré-adolescente organizada, caprichosa, querendo que ela leia bons livros, que fale inglês, que tenha acesso a um monte de coisas que eu não tive...
Mas é frustrante chegar a conclusão de que realmente os filhos são feitos para o mundo e que não adianta colocarmos em cima deles toda a nossa expectativa.
Enquanto isso, eu que sou uma mãe jovem, tento ser o máximo de informada para não pagar nenhum “mico” quando estiver numa rodinha de amigas da mesma idade dela.
É a danada da “pré-aborrecência” que dá um trabalhão e nos exige o maior cuidado.
Mas fora toda essa dificuldade, eu sou só 17 anos mais velha do que ela, o que já nos faz falar a mesma língua na maioria das vezes. Por isso, quando eu converso, eu converso às claras e quando ela me convida para ver Barbie no castelo de diamantes, não é nenhuma obrigação...
O que importa é só construir uma base, dar estrutura, colo e ombro sempre que for preciso.
Segredo? Não tem não. É só vivenciar a fundo toda a dor e a delícia de ser pai ou mãe, ou pai e mãe.

07 agosto, 2009

Não por Acaso

Ontem eu assisti o filme "Não por acaso".
Brasileiro, com uma história leve, bonita e basta um pouco de sensibilidade para entender...

Ameeei a trilha sonora!

Sonhando (Céu)
Composição: Ed Côrtes / Fábio Góes

Só querer cuidar, te proteger,
Esquecer, lembrar, te amando.

Se esconder, brigar sem perceber
Depois, chorar, te amando.

Nosso sol às 3 da manhã
Pro dia deitar sonhando.

Só querer cuidar, te proteger,
Esquecer, lembrar, te amando.

Nosso sol às 3 da manhã
Pro dia passar sonhando, sonhando, sonhando...

24 junho, 2009

Medo.

Meu pai trabalha comigo sempre que está com tempo disponível.
Além de ser um funcionário exemplar, ele também observa com meus olhos, o que para mim é garantia de serviço mais bem feito do que o normal.
Aqui a ralação é pesada! Todo mundo chega às sete da manhã e vai até anoitecer. Inclusive eu e meu pai.
No último domingo ele passou mal.
Ele ficou sentando quietinho, às três da tarde. Com a mão apoiada na cabeça, o prato do almoço em frente e uma com uma cara péssima. Tonto, suando frio.
Passou rápido. O mal-estar era fome e com tanta correria, quem é que lembra que precisa se alimentar?
Mas deu um medo, sabe.
Apesar de sua aparência de garotão, meu pai já está com os seus cinqüenta e poucos anos... Contando piada, trabalhando pesado e caminhando muito quilômetros a pé, igual a um menino de vinte. Mas, não vai ser assim para sempre. Ele está envelhecendo e com isso vai vir um monte de dores, cansaço, tonteira, mal-estar.
E eu nunca tinha parado para pensar nisso. Fiquei com medo, muito medo.
Eu não viveria sem o meu pai.
Quem nos conhece sabe que fomos feitos um para o outro e que esse amor bonito reluz nos olhos.
Sabem que quando a gente se abraça não existe sentimento mais puro no mundo todo e que é com esse amor que nós dois passamos a enxergar relação de pai e filho como a mais bonita que existe, quando existe de fato.
Ele é a minha família, para quem eu ligo quando quero contar da viagem, do sabor da sopa que estou comendo, da música que estou ouvindo, das notas da Anna Júlia, dos projetos que estou bolando, quando quero contar segredo, fazer charme, desabafar...
Hoje eu sou dona do meu nariz, enfim. Mas, se bobear ele me pega no colo mesmo assim e me ensina da forma mais honesta do mundo.
Mesmo quando não houver mais, vai haver sempre. Porque lembrança não morre, orgulho não morre e o amor muito menos.
E enquanto o tenho comigo eu vou grudar, amar, beijar, abraçar e fazer todos os carinhos possíveis porque em nenhum outro lugar do mundo existe um pai tão pai quanto o meu paizinho.

E chega de falar do medo de perder, porque senão vai haver dilúvio aqui no escritório.

11 maio, 2009

E o dia das mães...

Acordei tarde. Não tomei café.

Pensei em pedir uma comida cara porque era meu dia, lembrei que tenho que economizar.

Peguei a "bike" com minha cria na garupa, compramos lasanha sadia, suco de uva e mousse de chocolate para a sobremesa. Além de 4 dvd´s para acompanhar a nossa tarde.

Arrumamos a mesinha de centro da sala e aproveitamos a ausência do dono da casa para comer assistindo televisão. Maravilhoso!!!

Me joguei no sofá, e fiquei lá assistindo os 4 dvd's até anoitecer. Eu e minha companheira preferida nesse dia de domingo. Estávamos sozinhas em casa. Podíamos até ter feito brigadeiro de colher, mas faltou coragem para se levantar do sofá.

Se me culpei por não ter passado o dia das mães com a minha? Eu não. Afinal, todo ano é a mesma coisa. Almoço na casa da minha vó e o suflê de bacalhau de todas as datas comemorativas, aquelas crianças correndo, uma gritaria sem fim, a família trololó falando sem parar e eu sempre fugindo logo após encher a pança sem nenhum remorço.

Nesse domingo, meu domingo, eu comemorei acompanhada só de quem nasceu de mim. E não poderia ter sido melhor. Deveria ser assim sempre.


Parabéns a todas as mamães. As atrapalhadas e as exemplares, as jovens e as mais velhas, as cultas e as desinformadas, as bonitas e as feias, as gordas e as magras... se nós não tivéssemos gerado as sementinhas, o mundo não seria mundo hoje. Só existiria o deserto... sem nenhuma espécie de flores.


Principalmente a minha mãe: feliz dia das mães, de novo.



As duas em uma tarde de sol, passeando na Lagoa...

30 março, 2009

Sou eu que vou seguir você do primeiro rabisco até o bê-a-bá

É porque eu vivo achando que a vida é um conto de fadas...
Vivo achando que eu não vor me decepcionar com as pessoas e se for eu vou entender porque as pessoas tem o direito de não querer. Tudo mentira. Eu não entendo nada...
Hoje, parece que fui atropelada por um caminhão.
O coração está em pedaços.
Um arrependimento louco de sempre colocar os carros a frente dos bois.

Mas, ainda assim, um orgulho enorme por ter tido coragem, mesmo que não tenha dado tão certo como eu esperava.

Vai ser sempre só eu e você.

...


24 fevereiro, 2009

Superação



Nós fomos padrinhos de casamento deles. Uns dois meses depois, veio o resultado da biopsia. Era um câncer.
Nós, os amigos, ficamos por perto tentando não tocar muito no assunto, fazer milhões de programas... O Lúcio continuava com todas as brincadeiras de sempre, com todo o sorriso de sempre e com toda a comilança de sempre. Era sempre um monte de comida quando tinha ele nas reuniões aqui em casa.
E o câncer? Quem era o câncer?
Ele podia chorar sozinho no quarto escuro, mas nós nunca vimos. Ele podia ficar pensativo, mas nós nunca vimos. Ele podia estar morrendo de medo, mas nós nunca vimos.
A Valéria, sua esposa, foi o exemplo de mulher forte. Ela não é qualquer uma... ela não desmoranava quando ouvia o som da palavra. Ela estava sempre ali, forte, bonita e escovada ao lado daquele homem gigante, com um sorriso no rosto e simpatia sem fim.
A vida não deixou de ser vivida por causa da doença. O surf continuou, os treinos, as aulas, os encontros com amigos, o sol, e de vez em quando ele ainda insistia e comia peixe crú.

O Lúcio ficou curado do câncer e a Valéria aprendeu que o amor é maior que tudo.

Valéria e Lucio, fiquei muito emocionada com o vídeo. São pessoas assim como vocês, que fazem a gente enxergar que a vida é bem mais do que qualquer coisa e superação não é para qualquer um, que força de vontade requer princípios e que os princípios usados por nós nem sempre são os mais ousados, e que ousadia e disciplina vence qualquer doença e qualquer coisa no mundo!

27 outubro, 2008

Como posso?

Eu já sei como você levanta a sombrancelha quando algo está errado, como deixa as gavetas abertas depois de procurar cuecas, onde ficam os remédios da sua alergia, qual a ocasião para cada fragância do seu perfume, que depois do café quente, você precisar de líquido gelado, que você bebe suco no mesmo copo que bebeu café, que você surfa mais feliz quando tem compania, que você irritado se transforma e que você transformado bate num batalhão de homens juntos.
Com quem mais vou dividir os risos quando lembrar que nós dois achamos graça das pessoas cafonas da rua, que gargalhamos em coro juntos numa situação engraçada...?
Como eu vou viver sem você?

...

15 outubro, 2008

Final infeliz para o conto de fadas?

Perdi a vontade.
Fiquei com preguiça.
Cansei...
A gente tá sempre esperando mais da vida e não recebe. Frusta. Ela perde a moral. A gente fica com vontade de deixar ela de lado mesmo e daí?!
Quem sabe um empurrãozinho de uma linda manhã de sol, do mar de braços abertos e da lembrança do sorriso dele, dos nossos momentos e da vida que parou aqui me façam deixar a preguiça de lado, levantar a poeira, mostrar que mais uma vez eu consigo, e ser surepreendida por mim mesma pelo tamanho da força de vontade.
Mas, cansei...
Já fiz tanto. Já desacelerei, já sorri quando não queria, já achei graça no arroto dele, já dancei sozinha, já passei noites em claro, já esperei para ouvir o que eu queria, já ouvi o que eu não queria, já amei, amei, amei com toda a força que existe dentro de mim... já sorri sozinha e já morri de orgulho da música feita para mim.
Agora falta mais o quê?! Tomar banho gelado no inverno, mudar o meu nome, viver em greve de fome? Tô com preguiça, muita preguiça.
É assim que os contos de fada chegam ao fim.
O cansaço, a preguiça...
Eu ainda acho melhor ter o amor guardadinho aqui dentro e fazer ele renascer de uma forma diferente ao esperar passar e não dar final feliz para o conto de fadas.

Chega né?!

O mundo ainda brilha lá fora. E é assim para os dois.

01 outubro, 2008

Nostalgia


Ele sempre me pegava de surpresa, fazendo eu acreditar que era lembrada nas horas mais corridas do dia. Me sentia importante quando o telefone tocava.

No quarto dele, tinham bolinhas azuis que circulavam por todo o quarto junto com a luz negra, que juntas parecia um show, um espetáculo a parte montando para mim.

Ele me recebia perfumado, sempre.

Aquele homem me surpreendia a cada sorriso.

Sempre verdadeiro, meio sem graça quando eu dizia que estava apaixonada, era assim que a gente levava: Ele tinha os medos dele, eu entregue a paixão fulminante. Ele tinha uns casos a parte, eu também mantinha os meus (para sobreviver a todo esse episódio), mas nenhum dos dois se desrespeitava e os dois mantinham um certo segredo sobre as "fugas" desenfreadas.

Com ele eu tinha uma coisa de pele que eu jamais tive com ninguém.

Delivery. O celular tocava e em 10 minutos eu estava frente a ele cheirosa, de lingerie nova, com um sorriso no rosto e sem nenhuma dor na consciência.

Ele não sabia, mas eu já era dele.

E aí eu me apaixonei primeiro pelas noites que a gente vivia e não demorou muito para eu sentir falta da presença dele também.

Afinal, quando compania é boa, além dos corpos entrelaçados, o coração acaba se unindo no mesmo sentido.

E por quase todas as noites eu adormecia nos braços dele. Pulava da cama as 6 da manhã preocupada de estar invadindo seu espaço e ao mesmo tempo querendo muito fazer parte daquele espaço, daquele mundo que ele vivia.

Chorei muitas vezes, fingi que não queria algumas vezes, me desconcentrei do trabalho, da casa, da vida... sofri.

Porque ele queria aquilo ali e nada demais.

E depois dos carinhos trocados, das gargalhadas, do jantar? Como eu ia para casa com o cheiro dele sem ter nenhuma esperança? Era injusto, mas era a realidade.

Então, por obra do destino, ele começou a sentir minha falta. Fazia questão de estar comigo no final de semana, com os amigos, numa noite de chuva ou num dia de sol.

E foi aí que ele virou eu, e eu virei ele.

Deixei minha vida, revi meus conceitos, mudei minhas atitudes.

Vivi para ele... curti o rock'n roll, acreditei no impossível, deixei meus sambinhas de lado e alguns amigos também.

E ele ali, fazendo valer a pena cada segundo da minha vida.

Me acordando com carinhos, dividindo o café da manhã, me esperando no jantar, vivenciando comigo nossos melhores momentos.

Eu morria de orgulho dele ao lado, e ele sempre receptivo.

E assim foi durante todo esse tempo: cúmplices, amantes, amigos... unidos até o último fio de cabelo.

Já devia estar escrito. E histórias como esta, não tem ponto final.

Mesmo que o dia-a-dia corrido nos faça esquecer do café da manhã, do jantar, do banho juntos, de contar o dia, de desejar boa sorte, de dizer que ama, de dar um abraço, de deitar no peito na hora de domir... nada disso muda o que a gente sente aqui dentro.

E amores como este são eternos, lindos, bem vividos e especiais.

Posso terminar por aqui, mas essa história fica.

E o sorriso lindo que só ele tem também fica grudado em mim como tatuagem.

19 junho, 2008

Os opostos se atraem

Ele era barbudo e usava óculos e ela detestava os barbudos, mas achava super sexy homens de óculos.
Ele ouvia rock'n roll e vivia rodeado de mulheres bonitas, ela ouvia mpb e fazia uma porção de caridades por aí...
Ele surfava e andava de skate e ela (pobrezinha) mal sabe nadar e "caga" de medo de altura.
Ele fala inglês, morou fora e já saiu várias vezes do país, ela entrou no curso de inglês três vezes e nunca chegou nem ao Paraguai.
Ele tem bom coração, é humano e racional, ela também tem bom coração, é humana, mas vira um monstro quando se sente atacada.
Ele diz que não gosta de loiras, ela clareia os cabelos só para provar que ele gosta de loiras sim!
Ela briga e ele sempre perdoa.
Ele fala sem pensar e ela também perdoa.
Ela quer se casar, ele ainda não.
Ela disse "eu te amo" antes dele, claro. Ele demorou a dizer, mas hoje diz bem mais do que ela.
Ela pediu ele em namoro. Ele foi vencido pelo cansaço.
Ele sente falta de mais carinho, para ela está bom. Ela odeia "grudes".
Ela adora Chico Buarque, Caetano Veloso, Zeca Baleiro, Gal Costa, Zé Ramalho... e ele adora Iron Maiden, Beatles, The Doors, Queen, Led Zepellin...
Ela ama serra, ele prefere o mar.
Ela abre mão por ele e ele abre mão por ela.
Ela bebe cerveja, ele não bebe.
Ele não escreve e-mail e não manda recado, ela tem blog, fotolog, milhões de e-mails e adora brigar via msn.
Ele canta para ela "... a reason to start over new and the reason is you..." e ela canta para ele "Estranho seria se eu não me apaixonasse por você...".
Ele é todo família e ela é a ovelha negra que detesta reuniões familiares e aquela babação de ovo.
Ela é típica sagitariana e ele tem um pouco de capricorniano.
Ela não fala e ele fica louco tentando fazê-la falar, aí ela escreve...
Ele tem cheiro de homem, ela tem cheiro de creme hidratante de morango.
Ele vive pedindo massagem nas costas, ela moooorre de preguiça.
Ele deixa as gavetas abertas e rouba o controle remoto, ela sempre reclamava mas acabou ficando igual.
Ele é bagunceiro e ela sempre foi.
Ele cuida dela e ela cuida dele também.
Ele adora festas e ela dá tudo de si para fazer a melhor.
Ela estala os dedos dos pés dele e ele os dela também.
Ele é um presente para ela.
Ela é a maior prova, para ele, de que os opostos podem dar certo.
(E não é que ficou bonitinho?!)
Notebook de volta traz inspiração!